O Brasil tem 5.564 municípios. Alguns possuem indicadores sociais de países ricos. Outros adotaram experiências dignas de ser reproduzidas. Muitos batem recordes mundiais e nacionais na agricultura e na indústria. Alguns são famosos por suas peculiaridades.
Tecnologia
A maior cobertura wireless:
Três cidades brasileiras têm cobertura 100% wireless: a amazonense Parintins, a fluminense Piraí e a paulista Sud Mennucci. Embora esteja no meio da floresta, Parintins oferece o benefício a mais de 100 000 pessoas. Piraí tem apenas 24 000 moradores. Sud Mennucci não alcança sequer 8 000 habitantes.
A cidade mais informatizada:
Fica na capital federal o maior porcentual de domicílios com acesso a aparelhos de tecnologia de informação e comunicação. Em Brasília, as proporções de lares com desktops, de pessoas com notebooks e de donos de celulares são superiores às de São Paulo.
Economia
A maior produtora de café:
Há trinta anos, plantou-se o primeiro pé de café em Patrocínio, no Triângulo Mineiro. Hoje, a cidade colhe 42 000 toneladas do grão, o suficiente para servir 34 xícaras da bebida para cada brasileiro. Um detalhe: são plantados lá alguns dos melhores cafés do país.
A maior exportadora de sapatos:
Nos anos 90, as indústrias de sapato gaúchas migraram para o Ceará, que passou a fabricar 37% dos sapatos exportados pelo país. Sobral responde por 45% da produção cearense.
A maior produtora mundial de suco de laranja:
Itápolis, na região central do estado de São Paulo, produz 710 000 toneladas de laranja por ano. A fruta é espremida, transformada em suco e exportada pela empresa Cutrale, que domina o mercado mundial do produto.
A maior fabricante mundial de etiquetas:
Com uma produção local de 200 toneladas mensais, BLUMENAU, em Santa Catarina, é a líder mundial na produção de etiquetas. O volume produzido no município é suficiente para "etiquetar" meio bilhão de peças por mês. O segmento fatura cerca de 500 milhões de reais por ano.
A maior fabricante mundial de lápis:
No país que mais fabrica lápis, São Carlos, na região central do estado de São Paulo, se destaca: a cidade é responsável por 40% da produção nacional, com 1,8 bilhão de unidades por ano. Desse total, 50% são exportados para mais de setenta países e o restante abastece o mercado local
Educação
A mais alfabetizada:
Menos de 1% da população com mais de 15 anos de São João do Oeste, no oeste catarinense, é analfabeta. A taxa é semelhante à do Japão. A erradicação do analfabetismo se deve ao empenho de padres de origem alemã, que construíram uma igreja e uma escola na cidade logo que a região foi povoada, nos anos 30.
A maior freqüência escolar:
Desde 2006 não há evasão escolar em Orindiúva, no noroeste paulista. A conquista, semelhante à da Finlândia, garantiu ao município o primeiro lugar no ranking de responsabilidade fiscal e social elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios.
Saúde
A maior proporção de idosos:
Nada menos que 9% da população de São Paulo é constituída por pessoas com mais de 60 anos. Ao todo, são 970 000 cidadãos. A maioria deles mora em bairros de alta renda, como Higienópolis e Jardim Paulista.
A maior proporção de médicos:
O Brasil precisaria ter um médico para cada 1 000 habitantes. Tem um para cada 600 – ou seja, está acima do recomendado pela ONU. Em Niterói, no Grande Rio, essa relação chega a ser de um médico para cada 94 pessoas.
A menor mortalidade infantil:
Janaúba está situada em uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, mas registra apenas 4,1 óbitos por cada 1 000 nascidos. A média nacional é de 25 óbitos por 1 000 nascidos. Janaúba alcançou o índice, melhor que o americano e equivalente ao suíço, nesta década, graças a um programa que deu atenção especial às gestantes e às crianças em situação de risco. Há apenas oito anos, a mortalidade infantil atingia 31 em cada 1 000 nascidos no município.
O melhor sistema de saúde:
Santa Cruz do Sul é mais conhecida como a capital do fumo. No nordeste gaúcho, a cidade abriga o maior complexo beneficiador de fumo da América Latina. Mas gasta 30% do seu orçamento com saúde. A cobertura do sistema público alcança 90% da população, muito acima do padrão de 25% recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
A maior concentração de psicólogos:
Assis, no sudoeste paulista, tem um psicólogo para cada 48 habitantes, segundo o Conselho Federal de Psicologia. É três vezes mais que Buenos Aires. E isso já diz tudo.
Reportagem extraida da Revista Veja - 23 de Julho de 2008.
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